Imagine-se Boris Vian em português e em mucubal, língua de uma etnia do sul de Angola que vive entre o deserto do Namibe e do Kalahari. Além da experiência semântico-linguística, que convoca o espectador para duas culturas com significados diferentes, o diálogo em conflito e as sonoridades e tradução das duas línguas constroem o próprio material dramático da peça. A complexidade começa logo aí. As Formigas que o encenador Rogério de Carvalho e os actores Meirinho Mendes e Dulce Baptista apresentam no Festival de Almada, não faz nem uma ilustração do texto nem particulariza o acontecimento da guerra.



A história do edifício da Direcção Nacional de Investigação Criminal, em Luanda, está na base da peça 4 e 30, apresentada pela Miragens Teatro, uma das mais interessantes companhias de teatro angolanas. Mas as razões para o desabamento do edifício, a 29 de Março de 2008, revelam um historial de planeamento municipal que se confunde com a própria história politica da cidade.
Durante o festival de Almada vamos poder conhecer em estreia três novos autores dramáticos, escolhidos pelos Artistas Unidos para aquilo que eles não quiseram, chamar de concurso.
Ibérico ou sem fronteiras, há trinta e três anos que o FITEI tem encontro marcado com a cidade do Porto. Este ano não é excepção e a programação, que começa a 28 de Maio, procura adaptar-se aos novos públicos da cidade.
Le Cid. A luz em que se solta a língua

















































































