Opinião

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O fim da cultura

por Nuno Casimiro

Contamos com mais uma contribuição para o debate sobre as políticas culturais na Europa. Nuno Casimiro enriqueceu a discussão focando aquilo a que chama uma "derivação em torno do exemplo da estratégia da Região Norte para as indústrias criativas".

Desde a Antiguidade Clássica que a Cultura foi percebida como factor de desenvolvimento, de progresso civilizacional, social e económico. Hoje, para além da indústria cultural mais “pesada”, dos grandes estúdios de cinema e das grandes celebrações hedonísticas, a Cultura revela-se uma aposta cada vez mais importante no desenvolvimento local, regional e nacional sustentado.

No entanto, de que falamos quando falamos de Cultura?

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bruxelasO Desprezo

por Bernard Stiegler

Dando continuidade à reflexão sobre as políticas culturais na Europa, já amplamente discutidas na OBSCENA, prolongamos o dossier publicado no número 19, registando a opinião do filósofo francês Bernard Stiegler, no rescaldo das eleições europeias.

A União Europeia e a sua comissão enfrentaram novamente a afronta de um voto que as repudia - mais desastroso que nunca, como se a "construção da Europa" só pudesse conduzir à destruição da vida democrática e criar amargura e desconfiança entre os europeus que deixaram de reconhecer a Europa - e as vê como a causa do seu descrédito, tanto em casa como internacionalmente.

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Destaque

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Forum_Guimaraes

A "transformação da paisagem urbana através da cultura" será objecto de debate este fim de semana em Guimarães, numa iniciativa da A Soul for Europe da Setepés. A três anos de se tornar a primeira cidade de média dimensão em Portugal a ser Capital Europeia da Cultura, recuperamos o texto que José Luís Ferreira escreveu para a OBSCENA #19, onde reflecte sobre o impacto da utopia do evento na paisagem urbana, tomando o Porto 2001 como exemplo.

 

Fundação

Depois de Lisboa e Porto, as duas “capitais” naturais de um país excessivamente centralizado, chega agora a vez de uma das “cidades médias” portuguesas assumir por um ano o estatuto de Capital Europeia da Cultura. É a ocasião perfeita para reflectir sobre o potencial de um programa que, se contribuiu na sua génese para conferir simbolicamente uma dimensão cultural à construção europeia, tem também mostrado os limites de uma concepção festiva e acontecimental dos domínios das artes e da cultura, por contraposição a uma política estrutural e duradoura.

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