Entrevistas

Claude Régy

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claude_regyOde Marítima, de Fernando Pessoa sob o pseudónimo Álvaro de Campos, é uma experiência teatral que eleva o poema, e as suas imagens, à categoria de viagem que recusa “a opressão que a época contemporânea nos faz viver”. Peça-farol da programação do 27º Festival de Teatro de Almada, solicita um espectador disposto a arriscar. Em entrevista, Claude Régy, o encenador que se surpreende a cada leitura deste texto, fala de uma ode que “compensa todas as privações e todas as contradições”. “Ela instaura uma desordem moral”, diz.

 

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José Mena Abrantes

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as_formigas1José Mena Abrantes dirige o Elinga-teatro e já faz teatro há trinta anos., depois de ter passado por uma formação em Portugal, onde viu Adolfo Gutkin na decada de 70 e ter estudado em Leuven, na Bélgica. Multi-facetado, regressou a Angola depois da independência, vindo da Alemanha, onde experimentou o teatro de rua, trabalhou na Cinemateca de Luanda, escreveu críticas de cinema para o Jornal de Angola, e, apesar do seu cargo institucional bem próximo do poder - é assessor de imprensa e comunicação do Presidente da República José Eduardo dos Santos desde 1993 – nunca deixou de fazer teatro com um certo espírito crítico mas, sobretudo, um teatro que acaba por colmatar um pouco a falta de formação em termos dramatúrgicos e representação que o país atravessa. Escreveu peças de teatro e de ficção, além de estudos sobre o teatro e cinema angolano. Esteve na fundação dos grupos Tchinganje e Xilenga mas o seu grande projecto é o Elinga-Teatro que, desde 1988, mantem uma actividade regular. Conversámos sobre o grupo, fazendo o ponto da situação do teatro em Angola. 

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Mónica Calle

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monica_calleSempre quis escrever sobre a Mónica Calle e sobre o seu trabalho, mais do que nas críticas que tive a sorte de ir fazendo sobre ela desde 1992. Mas não sabia como, e agora tinha uma espécie de oportunidade. Mas não tinha tempo para fazer como queria, e então – pedi para assistir a um ensaio do Ginjal, no Montijo. Depois jantei com a Mónica. Depois vi o espectáculo, ainda no Montijo. Depois falei mais ainda, com toda a gente que entrava no espectáculo. Foi um dia muito bom, uma conversa de que não consigo reconstituir tudo, e a necessidade de transformar esse dia num texto para a OBSCENA. Só podia ser a partir da conversa que tivemos ao jantar, juntando fragmentos que fui acumulando ao longo desse dia e ao longo de dezoito anos de ver espectáculos da Mónica Calle, na Casa Conveniente a maior parte, e alguns sem ser na Casa Conveniente; juntando também aquilo em que fui pensando nas alturas mais inesperadas, como acontece a toda a gente. Será uma coisa fragmentada, não para ser moderna, mas para transformar uma possível desculpa numa coisa que me seja francamente cara, que é o que têm sido estes dezoito anos de Casa Conveniente. Por isso, também, tudo o que diz respeito a este lado do diálogo – as perguntas, os comentários, os apartes – às vezes é fantasia, invenção; tudo o que diz respeito ao outro lado do diálogo, às palavras da Mónica Calle, é verdade.

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Athol Fugard

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athol_fugardA remontagem de A Lição dos Aloés, a abrir o Festival de Almada pelo Teatro dos Aloés, é a oportunidade para encontrar a voz do dramaturgo sul-africano Athol Fugard, dono de um discurso inconformado e resistente ao apartheid, procurando reflectir sobre o modo como as relações pessoais se vêem afectadas pelo contexto político-social.

 

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Maguy Marin

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maguy_marinPara Maguy Marin, e desde May B, de 1981, a dança “muda tanto de formas como de funções: já não são composições controladas do movimento, mas questões colocadas aos gestos; ela não existe pelo êxtase do corpo ou as revelações do mundo, mas pelas explorações do mundo como caução de uma descoberta de si”.

 

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