Dossier Grandes Entrevistas

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alain_ollivierAo longo das suas edições temos publicado entrevistas com os mais diversos, e relevantes encenadores europeus. Conheça algumas delas (dossier em permanente actualização)

 

 

 

 

Alain Ollivier

entrevista Francisco Valente

Alain Ollivier, actor e encenador francês, foi director do Teatro Gérard Philipe de Saint-Denis, em Paris, entre 2002 e 2007. Nos anos 60, no início da sua actividade artística, acompanhou os tumultos do Maio de 68. Em 2008, a preparar a sua encenação de O Marinheiro de Fernando Pessoa no Teatro de Almada, traça-nos um retrato directo e realista do movimento e dos seus efeitos sociais e artísticos.

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Bernard Sobel

entrevista José Mário Silva

Bernard Sobel é um dos mais importantes encenadores franceses da actualidade. Criador do Théâtre de Gennevilliers, nos subúrbios de Paris, durante 43 anos (até atingir o limite de idade legal, em dezembro de 2006), Sobel montou mais de 80 peças, sobretudo de autores russos e alemães. A sua abrangência estética levou a que se interessasse tanto pelos clássicos gregos (Ésquilo, Eurípedes) como pela contemporaneidade (Sarah Kane). Também dirigiu espectáculos de ópera e foi realizador de cinema e tv. A Almada trouxe três espectáculos: O Refém, de Paul Claudel (2002); Dom, Mecenas e Adoradores, de Ostrovski (2006); e A Charrua e as Estrelas, de Sean O’casey que sobe agora à cena em tradução de Helena Barbas no novo e muito azul Teatro Municipal.

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Claude Régy

entrevista David Sanson

Como foi a descoberta deste jovem autor norueguês, Arne Lygre, e deste texto em particular Homme sans but, e o que o levou a montar esta peça?

Há já muitos anos que leio literatura contemporânea, mas aqui aconteceu-me aquilo que só se passou comigo quatro ou cinco vezes na vida: tive a impressão de estar diante de um tom novo, de qualquer coisa de diferente. E não apenas era diferente como sobretudo me pareceu ser um diapasão extremamente afinado da evolução da sociedade e do que se passa no mundo, nas nossas cidades e nas nossas vidas. Foi ao mesmo tempo a novidade e a acuidade do propósito que me tocaram e me deram vontade de encenar este texto.

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Matthias Langhoff

perfil Bruno Tackels 

Assistente rebelde de Bertolt Brecht no Berliner Ensemble, onde montou, a partir de 1962, as suas primeiras armas com o cúmplice Manfred Karge, que co-assinaria com ele quase todos os seus espectáculos durante o seu período da Alemanha de Leste, Matthias Langhoff passa “para o outro lado” em 1979, por razões políticas, sem dúvida, mas também por amor. Instala-se primeiro na Suíça, país onde nasceu, depois de seu pai, também ele um grande encenador alemão, ter fugido do regime nazi. Irá dirigir, não sem sobressaltos, o Thèâtre Vidy, em Lausanne, vindo depois a França, onde ainda permanece. Incontestavelmente reconhecido, é paradoxalmente marginalizado, até estigmatizado, por rumores espupidificantes. Encenador profundamente europeu, demiurgo ambulante de capital em capital, atirou-se a todos os monstros do repertório, de Macbeth ao Rei Édipo, passando por Ricardo III, Prometeu, A Colónia penitenciária, de Kafka, ou O Inspector geral de Gogol, que ele submete à virulência de uma arte reveladora. A sua palavra toca-nos fundo, onde (nos) faz mal, colocando-a sempre em prática, até às suas últimas consequências. Sem pagar um preço forte. Porque a verdadeira arte não tem um preço, é um tesouro. A sua vida e o seu trabalho são um combate permanente para o mundo. Temos ainda muito que aprender com ele. Dieu comme patient, ainsi parlait Isidore Ducasse, a partir de Chants du Comte de Lautréamont, esteve no 26º Festival de Teatro de Almada.

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Luc Bondy

entrevista João Carneiro

As criadas, de Jean Genet, é por muitos considerado o grande acontecimento do 26º Festival de Almada. Tudo por causa dos nomes envolvidos. Se no papel da Madame encontramos Edith Clever, uma das grandes actrizes europeias, a encenação coube ao suiço Luc Bondy, um dos mais prestigiados criadores teatrais do velho continente.

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