Ao longo das suas edições temos publicado entrevistas com os mais diversos, e relevantes encenadores europeus. Conheça algumas delas (dossier em permanente actualização)
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Reunimos os textos deambulatórios de António Pinto Ribeiro, publicados na OBSCENA entre Dezembro 2007 e Dezembro 2009. São observações do mundo contemporâneo, entre livros e espectáculos, entre viagens e memórias. Textos que observam as ligações sensitivas entre os povos, as suas culturas e as suas experiências.
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Editados pela MeiFumado os AbztraQt Sir Q estão em digressão nacional com o seu mais recente álbum Extimolotion. Na OBSCENA #22 radiografámos as diferentes bandas que compõem o catálogo da MeiFumado, uma editora independente com cinco anos de existência e um percurso singular.
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Há seis meses no cargo, Gabriela Canavilhas, pianista de formação, ex-directora da Orquestra Metropolitana de Lisboa e ex-Delegada Regional de Cultura dos Açores, parece ter uma visão mais pragmática do sector cultural, que contrasta com os anteriores ocupantes da pasta. Numa entrevista que procura perceber a possibilidade de uma política cultural num contexto económico difícil, a ministra, fala da necessidade de construção de uma rede efectiva de cine-teatros, da língua enquanto factor de afirmação internacional, da “alma de artista” de Joe Berardo, da inoperância da administração cessante do OPART e do S. Carlos, da cautela na apreciação dos números do impacto económico da cultura, da burocracia da administração pública, das mudanças que quer fazer e para as quais quer contar com o sector cultural e, ainda, de um cargo que não vê senão como uma extensão do seu trabalho enquanto artista. Diz ser a destinatária última das políticas que pratica.
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Dave St Pierre apresentou Un peu de tendresse, bordel de merde!, durante o 27º Festival de Teatro de Almada. Ouça a conversa que fizemos com o coreógrafo do Quebéc na tarde de 13 de Julho de 2010 e leia o auto-retrato publicado na edição #24.
Yourcenar/Cavafy, encenação de Jean-Claude Feugnet
Ao apresentar-se como uma encenação de poemas de Konstandinos Kavafis e de textos em prosa de Marguerite Yourcenar, da responsabilidade de Jean-Claude Feugnet, o espectáculo Yourcenar/Cavafy suscita de imediato várias questões, para as quais, contudo, nem sempre se conseguiu encontrar soluções adequadas.
A edição deste ano do Festival de Almada foi marcada pela poesia, de Camões a Kavafis, de Pessoa aos poetas de rua cubanos, pela singularidade das vozes vindas de diferentes países, radicais na defesa de um teatro que não se esfume após a apresentação de um espectáculo, e pela afirmação de um teatro que se implique com quem está a ver. Durante quinze dias, distribuídos por Almada, Lisboa e, este ano, também o Porto, vai ser tempo de reflectir não apenas sobre o modo como companhias vindas da Argentina. de Angola, do Canadá, da Rússia, de França, de Portugal ou de Espanha ultrapassam as convenções de um teatro geográfico e abraçam o ar do tempo, deixam de falar em termos abstractos e actuam num plano microscópico, em nome de uma refundação da ideia de que o teatro, se já não reflectir o mundo, pelo menos não o ignora, porque já não se pode considerar fora dele. O dossier que preparámos é um mapa por algumas dessas ideias e um momento de reflexão e análise que ambiciona potenciar a discussão.
Sempre quis escrever sobre a Mónica Calle e sobre o seu trabalho, mais do que nas críticas que tive a sorte de ir fazendo sobre ela desde 1992. Mas não sabia como, e agora tinha uma espécie de oportunidade. Mas não tinha tempo para fazer como queria, e então – pedi para assistir a um ensaio do Ginjal, no Montijo. Depois jantei com a Mónica. Depois vi o espectáculo, ainda no Montijo. Depois falei mais ainda, com toda a gente que entrava no espectáculo. Foi um dia muito bom, uma conversa de que não consigo reconstituir tudo, e a necessidade de transformar esse dia num texto para a OBSCENA. Só podia ser a partir da conversa que tivemos ao jantar, juntando fragmentos que fui acumulando ao longo desse dia e ao longo de dezoito anos de ver espectáculos da Mónica Calle, na Casa Conveniente a maior parte, e alguns sem ser na Casa Conveniente; juntando também aquilo em que fui pensando nas alturas mais inesperadas, como acontece a toda a gente. Será uma coisa fragmentada, não para ser moderna, mas para transformar uma possível desculpa numa coisa que me seja francamente cara, que é o que têm sido estes dezoito anos de Casa Conveniente. Por isso, também, tudo o que diz respeito a este lado do diálogo – as perguntas, os comentários, os apartes – às vezes é fantasia, invenção; tudo o que diz respeito ao outro lado do diálogo, às palavras da Mónica Calle, é verdade.
A remontagem de A Lição dos Aloés, a abrir o Festival de Almada pelo Teatro dos Aloés, é a oportunidade para encontrar a voz do dramaturgo sul-africano Athol Fugard, dono de um discurso inconformado e resistente ao apartheid, procurando reflectir sobre o modo como as relações pessoais se vêem afectadas pelo contexto político-social.
Desde 2007 que a OBSCENA dedica, na sua edição de Junho/Julho, um dossier especial sobre o Festival de Almada. Recorde agora os textos já publicados.