Dave St-Pierre

Dave St-Pierre

Dave St Pierre apresentou Un peu de tendresse, bordel de merde!, durante o 27º Festival de Teatro de Almada. Ouça a conversa que fizemos com o coreógrafo do Quebéc na tarde de 13 de Julho de 2010 e leia o auto-retrato publicado na edição #24. 

Yourcenar/Cavafy

Yourcenar/Cavafy

Yourcenar/Cavafy, encenação de Jean­-Claude Feugnet

Ao apresentar-se como uma encenação de poemas de Konstandinos Kavafis e de textos em prosa de Marguerite Yourcenar, da responsabilidade de Jean-Claude Feugnet, o espectáculo Yourcenar/Cavafy suscita de imediato várias questões, para as quais, contudo, nem sempre se conseguiu encontrar soluções adequadas. 

Dossier 27º Festival de Almada

Dossier 27º Festival de Almada

A edição deste ano do Festival de Almada foi marcada pela poesia, de Camões a Kavafis, de Pessoa aos poetas de rua cubanos, pela singularidade das vozes vindas de diferentes países, radicais na defesa de um teatro que não se esfume após a apresentação de um espectáculo, e pela afirmação de um teatro que se implique com quem está a ver. Durante quinze dias, distribuídos por Almada, Lisboa e, este ano, também o Porto, vai ser tempo de reflectir não apenas sobre o modo como companhias vindas da Argentina. de Angola, do Canadá, da Rússia, de França, de Portugal ou de Espanha ultrapassam as convenções de um teatro geográfico e abraçam o ar do tempo, deixam de falar em termos abstractos e actuam num plano microscópico, em nome de uma refundação da ideia de que o teatro, se já não reflectir o mundo, pelo menos não o ignora, porque já não se pode considerar fora dele. O dossier que preparámos é um mapa por algumas dessas ideias e um momento de reflexão e análise que ambiciona potenciar a discussão. 

Mónica Calle

Mónica Calle

Sempre quis escrever sobre a Mónica Calle e sobre o seu trabalho, mais do que nas críticas que tive a sorte de ir fazendo sobre ela desde 1992. Mas não sabia como, e agora tinha uma espécie de oportunidade. Mas não tinha tempo para fazer como queria, e então – pedi para assistir a um ensaio do Ginjal, no Montijo. Depois jantei com a Mónica. Depois vi o espectáculo, ainda no Montijo. Depois falei mais ainda, com toda a gente que entrava no espectáculo. Foi um dia muito bom, uma conversa de que não consigo reconstituir tudo, e a necessidade de transformar esse dia num texto para a OBSCENA. Só podia ser a partir da conversa que tivemos ao jantar, juntando fragmentos que fui acumulando ao longo desse dia e ao longo de dezoito anos de ver espectáculos da Mónica Calle, na Casa Conveniente a maior parte, e alguns sem ser na Casa Conveniente; juntando também aquilo em que fui pensando nas alturas mais inesperadas, como acontece a toda a gente. Será uma coisa fragmentada, não para ser moderna, mas para transformar uma possível desculpa numa coisa que me seja francamente cara, que é o que têm sido estes dezoito anos de Casa Conveniente. Por isso, também, tudo o que diz respeito a este lado do diálogo – as perguntas, os comentários, os apartes – às vezes é fantasia, invenção; tudo o que diz respeito ao outro lado do diálogo, às palavras da Mónica Calle, é verdade.

Athol Fugard

Athol Fugard

A remontagem de A Lição dos Aloés, a abrir o Festival de Almada pelo Teatro dos Aloés, é a oportunidade para encontrar a voz do dramaturgo sul-africano Athol Fugard, dono de um discurso inconformado e resistente ao apartheid, procurando reflectir sobre o modo como as relações pessoais se vêem afectadas pelo contexto político-social.

 

Dossier Festival de Almada

Dossier Festival de Almada

Desde 2007 que a OBSCENA dedica, na sua edição de Junho/Julho, um dossier especial sobre o Festival de Almada. Recorde agora os textos já publicados.